A raiz de todos os males?

ou Uma breve história de uma das mais engenhosas invenções da humanidade?

Na medida em que o homem foi aprendendo a cultivar sua comida e o nomadismo foi dando lugar às sociedades sedentárias - e o Homosapiens foi sendo “domesticado” pelo trigo - a necessidade de realizar trocas aumentou, diante do surgimento de excedentes de oferta. Com a invenção da agricultura, logo seria necessário inventar o dinheiro...

O dinheiro é o mais universal e eficiente sistema de confiança mútua já inventado. A questão fascinante e obscura a respeito dessa confiança é que podemos não confiar, de fato, no nosso vizinho, mas confiamos nas moedas em seu bolso.

A necessidade e o hábito de fazer trocas é algo que acompanha o ser humano desde os primórdios. Combinada com a capacidade de se comunicar, a possibilidade de fazer escambos ou permutas acabou se tornando um mecanismo fundamental à sobrevivência da espécie, ao suprir suas demandas individuais a partir da troca de seus excedentes. Enquanto viviam em bando, como caçadores-coletores, o dinheiro não se fazia necessário. Os membros do bando podiam se especializar nesta ou naquela tarefa, mas compartilhavam tudo que tinham em uma economia baseada em favores e obrigações.

Com a invenção da agricultura, logo foi necessário inventar o dinheiro. Na medida que o homem foi aprendendo a cultivar sua comida e o nomadismo foi dando lugar às sociedades sedentárias - e o Homo Sapiens foi sendo “domesticado” pelo trigo - a necessidade de realizar trocas aumentou, diante do surgimento de excedentes de oferta. Mas de fato, pouca coisa mudou depois da Revolução Agrícola, pois durante muito tempo a maioria ainda continuaria a viver em pequenas aldeias e comunidades, que eram praticamente autossuficientes e subsistiam da sua própria produção, de permutas de excedentes com comunidades vizinhas ou escambos com forasteiros. Devido à intensa especialização da mão-de-obra, o advento das cidades e reinos e a intensificação cada vez maior do comércio, o escambo puro foi se tornando cada vez mais complicado. Eis que surge o dinheiro, umas das invenções mais engenhosas da raça humana.

Linha do tempo do Dinheiro no Brasil (1833-2021)

Mas afinal de contas, o que é o dinheiro?

As trocas possibilitam que alguém que produz algo em excesso possa converter esse excedente em algo que supra a sua real demanda. Porém, o escambo puro - a troca direta de um bem ou serviço por outro - não é fácil. Além da dificuldade de mensurarmos e chegarmos a um consenso sobre quantas bananas equivalem a um peixe, para que o escambo se concretize, ambas as partes precisam se interessar pelo que a outra parte está oferecendo. Ao longo da história, diversos objetos já foram utilizados como uma espécie de dinheiro, antes da cunhagem do metal e surgimentos da moeda e do papel-moeda. Artigos como sal e gado foram tão utilizados com essa finalidade, que, a origem das palavras salário e pecúlio (de pecus, gado) vem desses termos. Mesmo nessas formas primitivas de dinheiro, já poderiam ser observadas duas características inerentes: serem desejadas por todos e não serem muito abundantes.


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A invenção da moeda… e do estelionato!

A forma mais conhecida de dinheiro é a moeda ou a cédula. Porém, muitas coisas já foram utilizadas como uma espécie de moeda de troca, antes da cunhagem do metal e da invenção do papel-moeda. Além do gado e do sal, artigos como conchas, couro, grãos, contas, tecidos, e até mesmo cigarros (em campos de prisioneiros de guerra ou em prisões modernas) já foram utilizados ao longo da história. Ou seja, o dinheiro pode ser qualquer coisa na qual as pessoas estejam dispostas a confiar e utilizar para representar o valor de outras coisas, com o propósito de facilitar a troca de bens e serviços, a comparação de preços entre mercadorias e o transporte e armazenamento de riqueza.

Conchas foram usadas como dinheiro por milhares de anos em toda África e em alguns lugares na Ásia e Oceania. Há quatro mil anos, já aconteciam transações na Babilônia com o que se pode considerar como as primeiras cédulas. Quanto à cunhagem de moedas semelhantes às que conhecemos hoje, a descoberta mais remota é datada do século VII a.C. na Lídia, atual Turquia. As primeiras moedas de que se tem notícia foram criadas por volta de 640 a.C. pelo rei Aliates da Lídia. Elas tinham uma marca que atestava quanto material precioso havia na moeda, ou seja, o seu peso, além de uma menção honrosa a Deus e/ou à autoridade que a emitiu. Curioso observar que, até hoje, as cédulas oficiais seguem este raciocínio, contendo expressões como “Deus seja louvado” ou “In God We Trust” e as assinaturas do diretor do Banco Central ou Secretário do Tesouro Nacional.

As primeiras moedas “falsas” surgem em Atenas em 594 a.C. quando o próprio governo de Sólon, o primeiro estelionatário da história, foi responsável pelo que podemos chamar de primeiro caso de falsificação de moeda na história. Sólon compreendeu que, se o Estado dissesse que aquilo era dinheiro, mesmo que não fosse cunhado 100% com o metal precioso, as pessoas “botariam fé” na moeda. O plano do primeiro estelionatário da história deu certo e Sólon pavimentava o caminho para criação da moeda tal qual conhecemos hoje, a moeda fiduciária - cujo único lastro é a confiança na autoridade que a emitiu, bota fé?


“In God We Trust”: a invenção da moeda fiduciária: “Uma questão de fé”

Conchas, reais, euros ou dólares americanos só possuem valor na nossa imaginação. Ou seja, o seu valor não é inerente ao seu material, forma ou estrutura química. Na realidade, a principal matéria prima utilizada na cunhagem de qualquer dinheiro é a confiança. Como no princípio não havia esta confiança, foi preciso utilizar coisas com valor intrínseco como sal ou cevada, mas a grande virada na história do dinheiro foi o momento em que as pessoas passaram a confiar em um dinheiro desprovido de valor inerente, mais fácil de armazenar e transportar. Esse dinheiro surge na Mesopotâmia, em meados do terceiro milênio a.C. - o siclo de prata, equivalente a 8,33 gramas do metal, é um peso padronizado de metal que acabaria dando origem às moedas. Ao contrário da cevada, a prata não possui valor inerente, não é possível comê-la e o metal é pouco resistente para fabricação de ferramentas pois se amassa facilmente. Quando utilizado para alguma coisa, é transformado em jóias, coroas e outros símbolos de status, ou seja, de valor puramente cultural.

Há pouco mais de 500 anos, quando os espanhóis chegaram à América, os Incas ainda não conheciam o conceito de dinheiro. Os nativos apenas apreciavam esteticamente a beleza dos metais como ouro e prata, que chamavam de suor do Sol, ou lágrima da Lua. Portanto, não compreendiam, a sede por ouro e prata dos espanhóis.

Com a expansão da Revolução Industrial, cerca de 160 anos atrás, a integração do comércio mundial cresceu, e moedas de alguns países influentes se tornaram aceitas internacionalmente, como a Libra Esterlina e o Dólar. Eram conversíveis em ouro até a década de 70, quando se tornaram moedas fiduciárias (do latim ‘fides’, fé) - ou seja, sem lastro metálico, cujo valor vem da confiança que as pessoas têm em quem as emitiu. Este é mais um dos aspectos essenciais do dinheiro atual, pois, para se utilizar como dinheiro algo que a princípio não tem valor inerente, é necessário haver a confiança das pessoas de que aquilo tem valor.

“In People we trust”: a invenção das moedas sociais e complementares

Em 1998, o Banco Palmas no Ceará por João Joaquim de Melo Neto junto à Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, foi responsável pela criação da primeira moeda social no Brasil, a Palma, em 2001. João passou a ser conhecido como “o banqueiro (brasileiro) dos pobres” - já que apelido pertence originalmente ao economista indiano Muhammad Yunus, laureado com o Nobel da Paz em 2006. Foi Yunus quem cunhou o termo “microcrédito” na década de 70 e implantou na Índia a mais bem sucedida experiência do mundo, promovendo o crédito como um dos direitos humanos, oferecendo crédito a pessoas que não teriam acesso a capital nos tradicionais bancos comerciais.

Mais recentemente, a Prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro, está implementando um programa pioneiro de renda básica e auxílio emergencial à população vulnerável utilizando uma moeda social complementar: a Mumbuca, que é gerida por meio de um aplicativo digital e um banco comunitário. Uma das vantagens dos bancos comunitários de desenvolvimento (BCDs) é que a riqueza criada a nível local pode ser distribuída ali mesmo, naquele território.


O programa maricaense de renda básica cidadã com uma moeda complementar digital tem chamado a atenção de outros municípios do Brasil e até mesmo de outros países e da mídia internacional. Os bancos comunitários de desenvolvimento e as moedas sociais são boas estratégias para fortalecer a economia local e garantir o bem-estar social em tempos de crise, quando a moeda oficial fica escassa. Não colocam a estabilidade do sistema em risco, pois são complementares e lastreadas na moeda oficial, sacou?

“In Cryptography we trust”: a invenção da moeda criptografada e descentralizada

Com o desenvolvimento tecnológico a partir dos anos 90, o advento das operações em tempo real, os cartões de crédito e a mais recente inovação do setor de pagamentos, o PIX, intensificaram-se ainda mais as relações comerciais na aldeia global. Com a digitalização dos bancos, o surgimento das fintechs e a popularização dos smartphones, hoje, moedas e cédulas são uma forma bastante rara de dinheiro em circulação, dado que mais de 90% de todo o dinheiro existe apenas em servidores de computador.

Atualmente, a maior parte das transações é apenas movimentação de dados eletrônicos, sem trocas de dinheiro físico em grandes quantidades em maletas pretas - apenas os criminosos ainda mantêm esta prática. Após a crise econômica do final da primeira década do século XXI que abalou a confiança da população nos governos e nos bancos, surgiu um novo sistema de confiança fortemente criptografado e descentralizado, as criptomoedas, baseadas na tecnologia blockchain. A invenção do misterioso Satoshi Nakamoto elimina a necessidade de uma instituição ou órgão que controle e centralize a emissão da moeda ou regule e valide as transações, já que é a própria rede de computadores a responsável por esta validação.

‘A raiz de todos os males’ ou

‘O mais eficiente sistema universal de confiança mútua já inventado’?

Por muito tempo, o dinheiro foi considerado a raiz de todos os males. Porém, é graças ao dinheiro que até mesmo pessoas que não se conhecem podem confiar umas nas outras e ser capazes de fechar acordos, colaborar e cooperar efetivamente em algo. Mesmo que as pessoas falem línguas incompreensíveis, obedeçam a governantes diferentes e tenham crenças religiosas distintas, o mundo todo foi rapidamente "catequizado" pelo “ evangelho” do ouro e da prata. Cristãos, budistas, evangélicos e muçulmanos - mesmo com crenças religiosas tão distintas - concordariam facilmente com a cotação da bolsa ou do dólar americano, sem grandes discussões, pois possuem crenças monetárias muito semelhantes.

Com a invenção da agricultura, logo seria necessário inventar o dinheiro. O dinheiro é o mais universal e eficiente sistema de confiança mútua já inventado. A questão fascinante e obscura a respeito dessa confiança é que podemos não confiar, de fato, no nosso vizinho, mas confiamos nas moedas em seu bolso.”

Com a consolidação do credo capitalista e sua adoração ao livre mercado e a “liberdade” do indivíduo, o dinheiro assume novas formas, funções e cada vez mais se torna sinônimo de poder e um instrumento de controle e dominação social. Estima-se que mais de 80% da riqueza mundial esteja nas mãos de 1% da população e a tendência, segundo Harari, é que este abismo entre ricos e pobres deve aumentar cada vez mais. As moedas sociais, complementares e digitais parecem apresentar-nos uma forma inteligente de “adiarmos o fim do mundo” e sairmos dessa profunda crise sanitária, socioambiental, econômica e de confiança em que a pandemia nos meteu. O dinheiro é uma das invenções mais engenhosas da raça humana, um meio universal de troca e acumulação de riqueza que possibilitou o surgimento de complexas redes comerciais e dinâmicas. O problema é que o meio, acabou se tornando um fim. Se, por um lado, o dinheiro facilita a cooperação entre estranhos, ele também pode arruinar amizades íntimas, corromper os mais nobres valores humanos e subjugar a todos, a sociedade e o meio ambiente, a meros servos do Todo-Poderoso-Livre-Mercado.

Badalada Card: Uma moeda social, digital e são-joanense

Em São João del-Rei, o Banco da Cidade dos Sinos, Comunitário e Popular, propõe a criação de uma moeda social e digital. Inspirado no programa pioneiro de renda básica e auxílio emergencial com moeda complementar digital que tem chamado a atenção do mundo para o município de Maricá/RJ. Com a utilização das novas tecnologias, o Banco Comunitário distribui o benefício em uma moeda social e digital: as Badaladas. Leia mais sobre as Moedas Sociais clicando aqui.

Com a recente crise desencadeada pela COVID-19, a pauta sobre Renda Básica tem ganhado espaço no topo da agenda sobre políticas públicas e programas de transferência de renda. A criação das moedas sociais - uma estratégia que existe há quase um século no mundo e há exatamente 20 anos no Brasil - tem assumido protagonismo na luta contra o agravamento da extrema pobreza causado pela pandemia. As Moedas Sociais e Complementares surgem como alternativa para estimular a geração e circulação de riqueza localmente, além de ser uma estratégia que fortalece a economia local e garante o bem-estar social em tempos de crise, quando a moeda oficial fica escassa. As moedas complementares digitais (MCDs) não colocam a estabilidade do sistema em risco, pois são complementares e lastreadas na moeda oficial. As MCDs visam complementar a moeda oficial - e não substituí-la.

Com o desenvolvimento tecnológico a partir dos anos 90, intensificaram-se ainda mais as relações comerciais na aldeia global. A pandemia obrigou governos, instituições e empresas a estarem presentes no mundo digital, enquanto forçava milhões de brasileiros, até então desbancarizados, a instalar pela primeira vez um aplicativo de um banco em seu celular para receber o auxílio emergencial. O dinheiro digital, as transferências e pagamentos virtuais já fazem parte da vida cotidiana de quase todo cidadão.

A Prefeitura de Maricá, no estado do Rio, implementou um programa pioneiro de renda básica cidadã e tem oferecido auxílio emergencial à população utilizando uma moeda complementar digital (MCD). O auxílio é maior que o oferecido pelo Bolsa Família e seu público alvo é mais amplo, alcança 40 mil famílias e custa cerca de R$ 62 mi por ano, um dos maiores experimentos de renda básica do mundo. A experiência maricaense conseguiu fazer com que o recurso chegasse aos beneficiários com eficiência, sem aglomeração e sem riscos para a saúde pública no recebimento e na utilização dos recursos. O programa maricaense preservou empregos, manteve a economia local girando e permitiu que a população pudesse cumprir com as medidas de isolamento. A experiência tem chamado a atenção da mídia internacional e de outros municípios pelo pioneirismo na utilização das novas tecnologias: o Banco Comunitário Mumbuca distribui o benefício em uma moeda social e digital, gerida pelo do aplicativo E-Dinheiro, plataforma desenvolvida pelo Laboratório de Inovação e Pesquisa em Finanças Solidárias (PalmasLab) do Instituto Banco Palmas e a Rede Brasileira de Bancos Comunitários.

Em São João del-Rei, o Banco da Cidade dos Sinos, Comunitário e Popular, propõe a criação de uma moeda social e digital são-joanense. Conversamos com Roberto Lira, economista e entusiasta da Economia Solidária. Roberto explica:

“Para entendermos o trabalho dos bancos comunitários, primeiro precisamos entender os fundamentos da economia solidária. A ECOSOL está fundamentada em outros princípios e valores. Falando de economia solidária, não há como não falarmos em também autogestão e democratização do conhecimento. Para existir um Banco Comunitário é preciso antes haver uma Organização da Sociedade Civil que preste suporte às atividades de gestão da moeda social. Associação dos Artesãos e Empreendedores de Economia Familiar (ASAENFA) assumiu esta missão de implementar a moeda social pioneira aqui na cidade.”


Roberto Lira

Na ocasião, ocupando o cargo de assessor de assuntos econômicos na gestão do prefeito Helvécio, Roberto apoiou a ASAENFA na implementação da moeda social em São João, que foi batizada de Sinos. Segundo Lira:

"A maioria das práticas de economia solidária está fadada a uma vida curta de duração. Por que? Se o trabalhador não compreender a diferença entre o mundo dos negócios tradicionais e o mundo dos negócios solidários… a coisa não vai pra frente! É preciso capacitar o trabalhador para conhecer, compreender, aplicar as melhores práticas e operar solidariamente no mercado da economia solidária, ele fragiliza o próprio empreendimento e todo o ecossistema. Se não forem capacitados para compreender estes novos princípios e valores da Economia Solidária e desaprender tudo o que aprenderam anteriormente sobre como sobreviver num mundo capitalista, acabam agindo, de forma inconscientemente capitalista, minando as bases da própria Economia Solidária.”

É curioso notar que nessa lógica solidária, as vantagens colaborativas são mais importantes que as competitivas. A vantagem competitiva que garantiu a sobrevivência da espécie HomoSapiens até aqui foi justamente a sua capacidade de colaborar.. Uma nova economia é necessária. É uma questão de sobrevivência da nossa espécie e do planeta. A Economia Solidária parece apresentar uma forma inteligente de “adiarmos o fim do mundo" - como diria o poeta, escritor e líder indígena Ailton Krenak.

Saiba mais:

HARARI, Yuval. Sapiens: Uma breve história da Humanidade. A Brief History of Humankind (2011)

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo / Ailton Krenak (2019)

https://www.oforno.net/

http://bancopalmas.redelivre.org.br/

http://www.bancomumbuca.com.br/

http://bancomunicipal.org/marica/

https://odia.ig.com.br/marica/2021/06/6171654-mumbuca-inspira-criacao-de-moedas-sociais-nas-cidades-vizinhas.html

https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,marica-e-o-maior-laboratorio-de-renda-basica-na-america-latina,70003497074

https://www.marica.rj.gov.br/2014/11/19/bolsa-mumbuca-e-finalista-de-premio-internacional-do-banco-interamericano-de-desenvolvimento/

https://www.institutobancopalmas.org/o-que-e-um-banco-comunitario/

http://www.niteroi.rj.gov.br/2021/06/17/prefeitura-de-niteroi-apresenta-projeto-para-criacao-da-moeda-social-arariboia/

http://cabofrio.rj.gov.br/nova-moeda-social-itajuru-vai-beneficiar-familias-e-movimentar-a-economia-em-cabo-frio/

https://www.suno.com.br/artigos/banco-comunitario/

https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/evolucao-moeda-brasileira/

http://www.institutobancopalmas.org/wp-content/uploads/moedas-TRANSI%C3%87%C3%83O-vers%C3%A3o-final.pdf

https://direitosp.fgv.br/sites/direitosp.fgv.br/files/moedas_sociais_-_narrativa.pdf

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi3112200109.htm

https://vocesa.abril.com.br/sociedade/a-origem-do-dinheiro-uma-historia-de-4-mil-anos/

https://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2014/07/1491164-quantas-moedas-o-brasil-ja-teve-conheca-as-que-vieram-antes-do-real.shtml

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/07/02/bancos-comunitarios-perdem-apoio-do-governo-federal-e-reduzem-emprestimos-estamos-orfaos.ghtml

https://www.youtube.com/watch?v=BtpbCuPKTq4